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Fundamentos científicos

Página Inicial | Introdução | Técnica 1- Exposição da garganta ao Sol. | Técnica 2 - Fricção | Técnica 3 - Reversão | Técnica 4 - Hiperventilação nasal | Quadro-resumo das técnicas | Principais doenças respiratórias e as técnicas | Antibióticos, fármacos e automedicação | Apêndice: a gripe das aves | Fundamentos científicos

 

Foi a partir de Louis Pasteur (1822-1895), um químico francês devotado à biologia e à medicina, que a ciência médica começou a entender que não existia a geração espontânea (abiogênese) e que eram os micróbios que provocavam as doenças infecciosas. Posteriormente, Robert Koch (1843-1911), um médico pesquisador, ratificou tudo isso  com a importante descoberta do bacilo de Koch ou da tuberculose. 

No início do século passado os vírus foram sendo descobertos e posteriormente  provou-se que as gripes e os  resfriados eram provocados por estes, que são entidades menores do que as bactérias, além de parasitas intracelulares obrigatórios, isto é, necessitam das células vivas para viver e se multiplicar.

 

No Brasil é normal não se fazer diferença entre resfriados e gripes, apesar de serem doenças diferentes, provocadas por vírus distintos. Provavelmente, isto se deve ao fato de não termos aqui invernos muito rigorosos, o que raramente induz ao aparecimento de epidemias de gripes, como ocorre, por exemplo, quase  todos  os  anos  nos  EUA.  

Como vimos,  os  resfriados  são  bem   mais   comuns   do  que as gripes  e  seus sintomas  mais brandos, raramente produzindo febre e  restringindo-se às vias aéreas superiores, nariz e garganta, raramente se estendendo e   causando as graves complicações bacterianas,   mas  que,  ainda  assim,  podem ocorrer.

 

O resfriado, além de não produzir epidemias, ocorre durante o ano todo, porém, sempre em maior número nas épocas mais frias, nas mudanças das estações ou na entrada das frentes frias.

Já podemos, então, começar a perceber como os fatores climáticos são fundamentais na deflagração de resfriados e gripes, apesar destas doenças serem provocadas por vírus que são entidades vivas.

 

A grande descoberta de Pasteur, a prova de que as doenças infecciosas   eram  provocadas pelos micróbios, derrubando a  antiga teoria da geração espontânea,  que atribuía estas doenças aos “miasmas atmosféricos”, fez com que a pesquisa médica concentrasse  esforços quase que  unicamente em  combater os micróbios  já atuando   no  interior do organismo, quando a infecção está  instalada e  pouco  podemos fazer.

 

Desta forma  o combate aos micróbios ainda fora do organismo tem sido frequentemente negligenciado.

Consideramos fora do organismo quando os vírus e as bactérias, apesar de já estarem albergados na mucosa do nariz ou da garganta, ou seja, dentro do corpo, ainda não conseguem provocar as doenças infecciosas das vias aéreas, pois ainda não penetraram nas células da membrana mucosa, a grande parede protetora, a barreira  mais importante e  a verdadeira sentinela das vias respiratórias  contra os micróbios.

 

Como conseqüência, menos importância foi dada aos mecanismos íntimos de atuação dos microorganismos nas mucosas e à participação destes  na defesa contra as infecções mais comuns das vias aéreas,  os resfriados e  as gripes, e  ainda, como o estado dessas mucosas poderia   responder físico-quimicamente  aos   fatores climáticos  e/ou  ambientais que atuam na superfície do nosso corpo. 

Ao invés, os estudos se concentraram muito mais na parte imunológica, ou seja, nas reações de defesa produzidas  pelo  organismo através do sangue,  após os micróbios já terem penetrado neste através da parede mucosa.

 

Hoje em dia já  existe   uma ciência nascente denominada de   “climatologia” ou "biometeorologia",  que  possui uma Sociedade no Brasil desde 1995  e  estuda as  influências  do clima nos mecanismos íntimos do corpo humano e dos animais, por exemplo: como as frentes frias podem influir numa antiga cicatriz ou nas dores reumáticas a ponto de algumas pessoas sentirem a aproximação destas através de dores ou repuxões.  Ou, de como, abaixo dos 19°C, a membrana mucosa  do nariz produz menos muco  e  torna-se menos eficiente contra os microrganismos, ou ainda, de como o ar frio constringe as vias respiratórias reduzindo a capacidade pulmonar e favorece as pneumonias. 

 

Outros autores já  sabem que  na iminência de frentes frias ou  nas simples  mudanças do tempo,  aumenta  a quantidade de íons positivos no ar, ou seja,  campos elétricos  carregados positivamente e  que podem influenciar o corpo humano como um todo, agindo no nosso estado físico, mental,  e também  nas mucosas, através de alterações no equilíbrio dos elétrons do corpo.

 

Esses fatores climáticos ou ambientais já foram considerados no passado, por médicos e cientistas de visão que  já mencionavam o assunto.  Entretanto, suas opiniões foram  sendo   substituídas  gradualmente pela alta especialização dos estudos  de  microorganismos atuando sempre  dentro do corpo humano e a resposta de defesa  dada  pelo sistema imunológico através da reação antígeno-anticorpo:  a microbiologia e a imunologia científicas. 

 

A propósito, citaria o genial  cientista  e médico generalista alemão, Dr. Fritz Khan, bastante conhecido entre nós  nas décadas de 40 e  50  e  que já defendia a tese de que os micróbios só conseguiam penetrar as mucosas se estas se tornassem vulneráveis a eles.

Em seu  linguajar  científico simples,   relativo à  época, ele preconizava:  "Todos nós sabemos que o reumatismo, a gota e resfriados, ou seja, coagulações da superfície das mucosas  da garganta e do nariz também ocorrem epidemicamente.  Essas epidemias, entretanto, não são causadas por bactérias ou vírus, mas sim, vice-versa: as perturbações elétricas da atmosfera fazem coagular os colóides nas mucosas e então, nesses tecidos danificados começam a proliferar as bactérias como cogumelos filamentosos, que também só crescem em frutas estragadas e não sãs".

 

Eu li isto  quando ainda era  muito jovem, mas nunca mais esqueci, e hoje, concordamos com ele  que, para que os vírus do resfriado ou da gripe possam provocar as respectivas doenças,  é fundamental primeiramente  que estes consigam ultrapassar  a barreira de tecido epitelial  localizada na entrada das vias aéreas e que, sabemos agora,  se relaciona direta e  intimamente com os fenômenos  físicos  que ocorrem na superfície de todo o nosso corpo.

 

Tanto o  epitélio que reveste a mucosa das vias respiratórias  quanto o epitélio  da nossa  pele têm a mesma origem embrionária e a mesma função: a de formar as camadas que recobrem as superfícies interiores e exteriores de nosso corpo.

A diferença é que a pele do corpo, ou melhor, a epiderme, é formada por várias camadas, sendo que a mais exterior é queratinizada ou córnea, constituída por pele morta e seca, impedindo  assim, de forma muito eficiente a passagem dos microorganismos, a não ser que haja uma lesão nesta.

 

Já o tecido epitelial mucoso, localizado na parte interna do nariz e da garganta, além de possuir apenas poucas camadas de células, é naturalmente umedecido e não queratinizado, o que   facilita a fixação ou adsorção dos microrganismos  na mucosa e sua possível   penetração, sendo também, muito  suscetível às variações de temperatura  e às  variações elétricas, ou seja, dos elétrons livres que  existem normalmente na atmosfera  e  na superfície  do  nosso  corpo.

 

Começamos agora a entender porque somos tão sensíveis às variações climáticas ou ambientais no que  tange à etiologia dessas doenças; e, mais importante ainda,  como os  resfriados e gripes  podem começar  de um instante para o outro, de uma forma quase que  "elétrica ou  instantânea",  às vezes, após apenas um ou dois espirros fortes, contrariando  a  duração do   tempo normal  dos processos infecciosos  que ocorrem na natureza, normalmente  bem  mais lentos.

 

Grosso modo, nosso organismo pode  ser comparado a um eletrólito, ou seja, a uma solução salina boa condutora de elétrons. Consequentemente, quaisquer alterações elétricas que ocorram na superfície do mesmo se refletirão também em seu interior, ou seja,  se existir, aliada ainda  ao clima frio,  uma maior umidade boa condutora de elétrons na atmosfera, poderemos sempre facilitar a entrada dos vírus, cujas doenças,  apesar de não serem provocadas pelo frio e pela umidade, podem vir a ser favorecidas por estes.

 

Como veremos, isto pode  ser  facilitado também nos mecanismos  de transmissão dos vírus pelo ar  e ainda  no equilíbrio dos elétrons que ocorrem na  superfície do corpo e que se relacionam direta e intimamente com as  mucosas úmidas do trato respiratório, principalmente do nariz e da garganta e que estão todos intimamente ligados entre si. 

Tudo que acontece na superfície de nosso corpo se reflete de forma intensa nas mucosas das vias aéreas.

Por isso, os resfriados geralmente começam pela garganta, geralmente após uma mudança brusca  climática  ou ambiental,  passando, depois, rapidamente à mucosa nasal do lado correspondente  à  região  afetada  da  mesma.

 

Alterações ou  perdas excessivas de elétrons no corpo e, portanto, nas mucosas, poderia facilitar a entrada dos minúsculos  vírus e este fenômeno  pode bem explicar porque um corpo suado e exposto ao vento, mesmo no calor do verão, pode se tornar também  mais receptivo às infecções virais ou bacterianas.  Por isso, a grande preocupação dos treinadores, principalmente nos climas mais temperados,  em cobrir os atletas após a prática esportiva intensa.

 

Os vírus infecciosos  têm  maior facilidade do que as bactérias  em penetrar as mucosas, pelo seu menor tamanho e  pelo seu  maior  poder de adsorção (fixação)  no tecido mucoso, abrindo caminho depois  para  as bactérias,  em  virtude dos  estragos ou alterações  iniciais produzidos na mucosa;  o que também  ocasiona   as célebres complicações  secundárias bacterianas dos resfriados e das gripes: as sinusites, otites, bronquites e até as pneumonias e as meningites, todas de difícil tratamento.

 

Por outro lado, sabe-se ainda, que as membranas celulares produzem um gradiente de pH e de potencial eletroquímico ao longo delas, tornando o interior do citoplasma eletricamente negativo e alcalino e o  seu  exterior eletricamente positivo e ácido. Este gradiente de membrana  faz então  com que  esta  fique  energética como se fosse uma bateria carregada.

Portanto,  a  alteração das cargas elétricas (elétrons livres) na superfície de nosso corpo  por fatores climáticos  e ambientais  e, portanto,   nas membranas mucosas úmidas e boas condutoras de elétrons poderia  também  alterar as estruturas moleculares da membrana, facilitando  a penetração repentina dos microrganismos, principalmente dos vírus.

 

Finalmente, o frio e o calor também influenciariam a estrutura  molecular  dos tecidos que compõem  o epitélio mucoso, de   forma semelhante  como  sentimos em nossa pele, quando a expomos a banhos  a temperaturas muito  frias ou quentes, fazendo-a contrair-se, distender-se, ou ainda, irritar-se. 

 

No frio, ocorrem ainda  outros fatores importantes:  uma maior vasoconstrição dos pequenos  vasos capilares fazendo com que menos sangue e, portanto, menos nutrientes e elementos da defesa orgânica (células de defesa ou anticorpos) cheguem ao local da infecção.

Finalmente, na intimidade das mucosas, o frio pode   alterar a consistência e a quantidade do muco produzido por estas  e  até os movimentos ciliares, favorecendo com todas estas alterações fisiológicas a entrada dos vírus.

Como vimos,  uma das características desta parede mucosa é a de produzir  muco que, dependendo da temperatura, pode  se  tornar  mais ou menos viscoso ou mais ou menos abundante. 

A parede  mucosa ainda possui   cílios, que  se relacionam com a temperatura ambiente,  e respondem   através de sua menor ou  maior motilidade, permitindo, assim,  varrer as sujidades e os microorganismos com  menor ou maior eficiência;  e tudo isto dependerá   também da consistência do próprio muco, que é influenciado pela temperatura.

Finalmente, todos esses fatores  (a vasoconstrição dos vasos capilares, a consistência e a quantidade do muco produzido e os movimentos ciliares)  exacerbados  pelo frio concorreriam  também  para facilitar a penetração dos microorganismos nas mucosas, predispondo às infecções.

 

Resumindo:  o primeiro ponto que queremos que o leitor entenda bem, nesse enfoque dado às gripes e resfriados, é que os vírus podem se fixar  nas mucosas das vias aéreas, mas  sem que consigam penetrá-las provocando doenças.  Nesse caso, somos apenas portadores dos vírus sem estarmos doentes, “portadores assintomáticos”, mas que, assim mesmo podemos transmitir a doença para outras pessoas.

 

O segundo ponto importante é que  as  nossas mucosas são muito sensíveis às variações climáticas ou ambientais  que   agem nos elétrons  livres  da natureza  e  que se encontram  na superfície do nosso corpo  e ainda,  à temperatura,  que age na fisiologia normal desta mucosa;  a saber:   frentes  frias, frio, calor, ventos, umidade, correntes de ar, ventiladores,  etc., que  atuam  diretamente nas mucosas das vias respiratórias onde eventualmente se encontram aderidos vírus e bactérias. 

 

As regiões do corpo mais sensíveis  às  variações climáticas e ambientais e que devem ser mais protegidas  são:  a região da  cintura,  do tórax,  as costas,  o  pescoço,   as  mãos  e  os  pés. 

A parte do corpo que é  menos sensível às  variações climáticas é a face, seguida  dos  membros superiores e inferiores e  isso tem muito a ver com a nossa rota evolucionária: de como os  hominídeos  se protegeram mais eficientemente  com o fogo,  roupas  e  abrigos  do frio intenso, e foram perdendo, aos poucos, os pêlos do corpo. 

É por isso que os mamíferos peludos têm muito maior resistência às intempéries climáticas do que nós,  e como conseqüência,  às doenças infecciosas.

 

Nesse ponto, é também muito importante salientar que, como conseqüência de tudo isso, podemos concluir que o período ou tempo de incubação dessas doenças no organismo (tempo que  leva  entre o contato do vírus  com a mucosa  e  o aparecimento da  doença)  será quase sempre um tempo  variável e não fixo, como é preconizado, pois dependerá tanto ou  mais da integridade da mucosa e dos fatores ambientais  que nela  influem  do  que  da  qualidade ou da  virulência dos microrganismos em questão.

 

Enfatizamos   que alguns sorotipos do vírus do resfriado estão sempre presentes na atmosfera e que nossas mucosas, da mesma forma que a pele, estão  sempre em contato com eles e com as bactérias do ar. Sendo assim, são as barreiras do tecido epitelial (pele) e das mucosas do nariz e da garganta que impedem normalmente  a penetração desses  vírus e bactérias no organismo.   Na verdade,  dependemos  totalmente   da  integridade da pele e das mucosas   para não contrairmos as infecções.

É por isso que quando sofremos queimaduras severas, um dos maiores problemas é o da infecção bacteriana, pois a pele perde sua capacidade de se defender contra os micróbios.

 

A presença do vírus da gripe no ar  é  mais  rara  do  que  a  do resfriado  e  por isso mesmo, contraímos muito mais resfriados do que gripes. Entretanto, como vimos, para ambos os casos,  é  necessário  que o vírus consiga romper a membrana mucosa,  o que  nem sempre acontece, apesar de  mantermos um  contato quase que permanente  com alguns tipos de  vírus do resfriado ainda estranhos para nós.

 

Isto nos mostra claramente que, se estivermos bem agasalhados, aquecidos e eletricamente equilibrados,  dificilmente contrairemos essas doenças, mesmo  compartilhando o mesmo recinto com pessoas já doentes, já gripádas ou resfriadas.  

Explica ainda, porque podemos ficar  resfriados em qualquer época  do  ano  e  principalmente no frio, e  que contrair um  resfriado não depende somente  dos novos  vírus veiculados  nos  surtos, como no caso das gripes, porém, muito mais,  da integridade da "barreira protetora  da mucosa" e consequentemente  de todas as  nossas medidas preventivas frente às condições climáticas e/ou ambientais.

 

Finalmente, é importante também salientar que, mesmo que os vírus consigam penetrar a mucosa, não quer dizer que  já estaremos irremediavelmente doentes;  resfriados ou  gripados.  Nesse ponto é que  entram em jogo os fatores da resistência orgânica individual que são transportados pelo sangue, os anticorpos do nosso sistema imunológico e que são normalmente bem considerados pela medicina.

Se o vírus já tiver sido identificado  pelo organismo, ele será eliminado antes de conseguir se multiplicar e produzir a doença e esta identificação pode ter sido feita por meio de uma vacina preventiva  (vírus inativado ou morto), ou pelo fato do organismo já ter tido contato recente  com o vírus  e, nesse caso,  já termos contraído a infecção recentemente.

Esta é a famosa reação antígeno-anticorpo de defesa do nosso organismo, sendo o vírus o antígeno e as células de nosso sistema imunológico, os anticorpos.

 

Existem doenças, como a meningite meningocócica, que são transmitidas   pelas   vias respiratórias  por bactérias ou vírus  e  nas quais os portadores assintomáticos  podem chegar  a 30%  na população adulta e cujo o segmento mais vulnerável à infecção são as crianças. (veja no capítulo sobre as doenças).

Torna-se importante aqui  enfatizar que, na  grande maioria dos casos, a meningite é precedida por um forte resfriado que se instala e  abre caminho para a infecção bacteriana, sendo, então, este resfriado suscetível de ser contraído  a partir  das variações climáticas e ambientais que  atuam em nosso corpo.

Isto  também pode ocorrer no caso das pneumonias, que também são infecções bacterianas que podem ser facilitadas por uma infecção viral.

 

Esta é a nossa terceira premissa importante:  podemos, para fins práticos, considerar a nossa garganta como uma gruta escura e úmida que nunca pega sol e que alberga, de tempos em tempos, vírus e bactérias que provocarão doenças infecciosas,  se conseguirem permanecer por tempo suficiente, até  que nela consigam penetrar a partir de  algum desequilíbrio físico-químico da mucosa .

 

Nesse ponto, é que a técnica nº 1, da exposição da garganta ao sol, pode agir preventivamente para expulsar da orofaringe os microorganismos indesejados adsorvidos ou fixados nela,  antes que consigam penetrar a mucosa. Ou então, poderá agir após resfriados e gripes e com a garganta já sã para expulsar os invasores resistentes e oportunistas, geralmente bactérias que provocam as complicações pós-resfriados, como as sinusites, otites etc. 

 

É por isso que a natureza equipou  a  garganta com as amígdalas, cujo tecido linfático abundante  tenta nos proteger da contaminação ocasionada pela  grande vazão  de  ar  que   penetra  frontalmente  a  elas.

Porém, as próprias amígdalas podem ser eventualmente contaminadas e deterioradas  pelos vírus e bactérias, tornando-se, ao invés de um sistema de  defesa, um foco de infecções e  obrigando os médicos,  por vezes, a extirpá-las.

 

Pelo que pudemos constatar o clima  também  influi  nos mecanismos de transmissão aérea de vírus e bactérias: o sol, o  tempo bom, estável e seco serão sempre mais saudáveis  do que  as instabilidades climáticas  insalubres,  as  quais   favorecerão    muito  mais os   mecanismos  da   transmissão aérea  de  vírus  e  bactérias.

 

Tudo isso também ocorre  porque o sol  o grande  "controlador" da quantidade de microorganismos existentes no ar atmosférico e no solo e esta controle é feito através da ação da radiação solar, que atua diretamente nos microorganismos e  nas partículas aéreas  de poeira que os transportam  e na  umidade que  os conservam  no ar.

 

No tempo nublado e úmido a radiação solar que nos atinge é menor em função da grande reflexão pelas nuvens (efeito albedo). Neste caso, a umidade atmosférica aumenta e  contribui também para manter ativos os micróbios patogênicos (geradores de doenças) que, de modo geral, são mais sensíveis do que os não patogênicos, tanto à radiação direta do sol quanto ao dessecamento produzido nas gotículas de umidade e  poeira que os envolvem   e  os transportam pelo ar.

Concluindo: a ação dos fatores climáticos  nos mecanismo da transmissão aérea viral explica também porque contraímos muito mais infecções durante o tempo frio,  úmido ou  durante o  inverno  e  na entrada  de  frentes frias.

 

Os vírus que provocam gripes e resfriados são muito menores do que as bactérias, mas, da mesma forma que estas, são veiculados principalmente pelo ar através da poeira,  dos perdigotos (saliva), dos aerossóis (espirros), além de fômites (objetos).

Apesar dos vírus serem mais resistentes  do  que   as bactérias à radiação  solar e à secura do ar, eles também sofrem  influências ambientais ou climáticas semelhantes às bactérias. 

 

Interessante notar que, muitas vezes, quando passamos da sombra úmida para o sol espirramos, e isto tem mais a ver com a evaporação intensa da umidade  e  às alterações eletrônicas na superfície do corpo do que com possíveis vírus invadindo a mucosa nasal; porém, o ato reflexo do espirro  é o mesmo, mostrando bem a  íntima  relação dos fatores  físicos e biológicos  provocados pelo ambiente e  que podem desencadear  a  reação fisiológica do espirro.

 

 

RESUMO FINAL -  EXPLICAÇÃO SOBRE A  AÇÃO DAS TÉCNICAS.

 

 

Explicação da ação da  técnica nº 1 - Exposição da garganta ao sol:

 

Os benefícios decorrentes da  exposição da garganta ao sol podem ser explicados:

 

1°-  Pela ação direta do espectro visível  da radiação solar  associada   ao  oxigênio  do ar,   produzindo  um efeito denominado "efeito fotooxidante"   que  já  atua inibindo   ou matando algumas bactérias mais sensíveis, como por exemplo o meningococo. 

 

2°- Pelo    calor produzido   através da  radiação   infravermelha,    que    recupera  a fisiologia normal   da  mucosa  e   equilibra  as  cargas elétricas.  

 

3°- Pelos efeitos da radiação do espectro ultra violeta próximo, que   é capaz de   atuar   no núcleo das células  bacterianas  ou mesmo  no  DNA  ou  no  RNA viral.

 

Quanto   aos    efeitos    da  técnica   nas  áreas adjacentes  à garganta,  como  nos seios nasais,  seios maxilares,  ouvidos e brônquios, em  que a radiação não atinge diretamente   os   locais  afetados,   acreditamos  que  a explicação  dos  benefícios obtidos   estaria   no    efeito  ressonante   continuado da radiação solar   se aprofundando nos  tecidos moles,  a  partir  da  área  da  garganta  exposta  ao  sol.

 

Quanto à ação da radiação solar  nos quadros de depressão, como  já  dissemos,  a  única explicação por enquanto, seria aquela relacionada a conceitos do esoterismo, onde a luz, com seus pacotes de quanta ou fótons (prana vital)  estaria iluminando e penetrando  diretamente o chacra laríngeo  (da garganta),  e daí, sendo distribuída  para  os  outros centros de força do organismo. Isto se  daria  através do canal principal eletromagnético que passa pelo interior da medula espinhal,  "energizando" e equilibrando todo o corpo físico. 

A energia atinge o corpo físico através do chamado Duplo Etérico ou Veículo do Prana, um contraparte do corpo físico onde estão localizados os chacras (ou vórtices ou centros de força) nome derivado do sânscrito e que significa roda.

 

A  partir  deste ponto de vista,   podemos  tentar    estabelecer   um  elo  entre a  medicina científica  e a medicina alternativa, lembrando conceitos modernos  e importantes    da   física  que   podem    estar    relacionados   ao   que chamamos  de "prana", ou seja:  a dualidade onda-partícula da luz ou dos  fótons,  abordada  pelo físico Peter Russel em seu livro, "O Buraco Branco no Tempo", onde considera  a  luz como uma realidade ou como  um domínio extra físico ou atemporal.

Segundo ele, a luz  seria a  última fronteira deste mundo material: "existem dois domínios distintos; existe o domínio da matéria, o domínio das velocidades inferiores à  da luz, que é um domínio de espaço, tempo e separação e existe o domínio da luz, onde a matéria nunca pode entrar e no qual espaço, tempo e separação assumem propriedades distintas. No primeiro, há ondas e dualidades ondas-partículas e no segundo, apenas intercâmbio de energia".

 

Ainda, conceitos  mais modernos,  da física quântica, através do "modelo do condensado de Bose-Einstein do tipo Fröhlich",  para  explicar a consciência na célula,  desenvolvido pela física e filósofa Danah Zohar em seu livro "O Ser Quântico". 

À propósito, a autora cita que  alguns biofísicos, trabalhando em colaboração com o professor Fröhlich ou mesmo,  independentemente, encontraram evidências deste modelo  através  dos  fótons  no âmbito  da  luz  visível.

Por exemplo, o físico Fritz Popp descobriu que as células vivas emitem uma leve "fosforescência", que é uma prova da  radiação de fótons, que ele denomina de "biofótons" coerentes.

Outros cientistas  no Japão descobriram os mesmos efeitos, que, segundo eles, devem estar associados a uma série de  atividades vitais e a processos biológicos.  E até no DNA  já  foram encontradas evidências da ordenação coerente de fótons, de acordo com o condensado de Bose-Einstein, que a autora admite finalmente  poder ser  a  base física da consciência  nos  neurônios  cerebrais. 

 

Podemos, então,  concluir que uma radiação extra  de fótons, através da  luz solar na garganta  e    esta  radiação  atuando em todas as  células do corpo, incluindo  os neurônios, poderia suprir de algum modo uma  baixa   atividade  fisiológica nessas células,  o  que  poderia, além de vitalizar todo organismo,  fazer reverter  um processo depressivo  mental.

 

Tudo isso também explicaria os tratamentos  através da imposição das mãos, em que a energia vital do terapeuta é passada ao doente, o "pranic healing", cada vez mais utilizado, inclusive em hospitais importantes  em  várias  partes  do  mundo. 

Neste caso, acredito que a técnica da energia solar sendo aplicada na orofaringe poderia ajudar,  não somente os   pacientes, mas, também,  os  terapeutas.  Estes seriam beneficiados pela absorção direta e abundante do "prana vital", aumentando,  desse modo, suas capacidades curativas até em dias ou períodos   de uma eventual  menor disposição orgânica para tal, não importando a metodologia ou  a  filosofia utilizadas nos  tratamentos.

 

Explicação da ação das técnicas nº  2 e 3 - Fricção e Reversão:

 

As  técnicas  da Fricção e da Reversão, atuam  em razão dos  fundamentos já citados no texto.  A fricção e a reversão ajudam  a  recuperar  o  calor  e  o  equilíbrio  ou  a redistribuição  das cargas elétricas nas mucosas.  

O calor gerado no local e o equilíbrio das cargas elétrostáticas  e moleculares dificultam  a penetração nas células dos microrganismos adsorvidos  à mucosa (vírus e bactérias), que  acabam sendo eliminados pela ação dos mecanismos fisiológicos normalizados:  melhora da consistência e da quantidade  do muco gerado,  normalização do movimento de varredura dos cílios e normalização da vasodilatação capilar.

 

Explicação da ação da técnica n°4 - Hiperventilação: 

 

A  técnica nº 4, da hiperventilação  nasal,  atua   nos  locais congestionados,   aumentando  a ventilação  e  forçando o restabelecimento   da tensão normal de oxigênio nas área afetadas, o que tende a normalizar as condições fisiológicas anteriormente citadas, além de   inibir  a  ação  de eventuais   bactérias   microaerófilas associadas.  

 

 

 

CONCLUSÕES

 

 

Não somente os microrganismos, mas os fatores climáticos ou ambientais que produzem os desequilíbrios nas mucosas  influem  decisivamente no fato de contrairmos ou não resfriados e gripes e outras doenças respiratórias.

Esses fatores ambientais  influenciam nosso corpo como um todo, nas reações que ocorrem na intimidade das mucosas e nos mecanismos de transmissão aérea das doenças pelos vírus e bactérias.

 

Então, não basta  entrarmos em contato com algum vírus estranho ou mutante para pegarmos um resfriado, gripe ou uma outra doença infecciosa qualquer.

Na verdade, estamos  constantemente  em contato com os vírus e  com pessoas resfriadas ou gripadas em casa, na rua, em hospitais, aglomerações,  etc.,  sem nada pegarmos, se nossa mucosa estiver íntegra, impedindo, assim, que o vírus  estranho a penetre, adentrando  o nosso organismo e produzindo a doença.

 

Devemos, pois, saber viver com sabedoria, em equilíbrio com esses microrganismos, sem evitá-los de um modo exagerado e sabendo que, mais do que tentar combatê-los já dentro do nosso organismo, é preciso aprender a preveni-los e a conviver  em harmonia com eles, pois  a  própria evolução está sendo vista  hoje,  menos como uma competição e mais como uma cooperação entre as variadas espécies e o nosso organismo  como uma verdadeira simbiose entre células e bactérias.

Como bem diz a neurocientista  Candace Pert: "as células brancas do sangue (sistema imunológico)  são  como pedacinhos  do  cérebro  flutuando  pelo  corpo".

 

Para finalizar, gostaríamos de enfatizar  que  utilizando as quatro técnicas e observando  as duas conclusões acima, podemos combater de uma  forma natural e eficiente os vírus e as bactérias que causam resfriados e gripes e outras doenças infecciosas das vias respiratórias, antes mesmo destes entrarem no interior do nosso organismo e eventualmente produzirem as doenças.  Esta atitude preventiva  nos permitirá diminuir ou  até eliminar  o consumo de medicamentos.

 

Se  as  técnicas  aqui  apresentadas    ajudarem  algumas  poucas pessoas,   o objetivo   estará  alcançado.  

Os  procedimentos    demonstrados  neste  trabalho devem  ser encarados   como  um recurso   a  mais,  grátis  e   natural,   na   eterna   luta  do  homem  contra as doenças.

 

 

"Quero, pelo resto de minha vida, refletir sobre o que é a luz".    

             

                                                                                           Albert Einstein

 

  

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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

 

 

 

 

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Microbiologia General; Hans G. Shlegel; Omega,1975.

 

Bioquimica; Lehninger; Edgard Blucher;1976

 

Microbiologia; Pelczard, Reid, Chan; MacGraw-Hill, Brasil, 1981.

 

Modern Microbiology, Principles & Applications; Birge; WCB Publichers,1992.

 

Microbiology, Concepts and Applications; Pelczard, Chan, Krieg; Mc Graw-Hill,INC,1993.

 

Molecular Biology of the Cell; Alberts, Bray, Lewis, Ralf, Roberts, Watson; Garland Publiching, INC,1994.

 

Molecular Cell Biology; Lodish, Berk, Zipursky, Matsudaira, Baltimore, Darmel, W.E.; Freeman and Company, 2001. 

 

 

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LEITURAS RECOMENDADAS

 

 

 

 

 

O Átomo; Dr. Fritz Khan; Melhoramentos, 195_  5ª ed.

 

O Corpo Astral; Arthur E. Powel; Pensamento, 1972.

 

O Ser Quântico; Danah Zohar; Best Seller; 1990.

 

O Buraco Branco no Tempo; Peter Russel; Aquariana, 1992.

 

Luz, a medicina do futuro; Jacob Liberman; Siciliano,1994.

 

A teia da vida; Fritjof Capra; Cultrix, 1996.

 

A chave da longevidade; Helion Póvoa; Objetiva, 2001.

 

Gripe, a  história da pandemia de 1918,  Gina  Kolata; Record, 2002. 

 

O poder de cura da luz;  Primrose Cooper; Pensamento, 2003.

 

 

 

 

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 Alexandre E. S. Visconti

alex_visconti@uol.com.br

 

Farmacêutico-Bioquímico,  61,  casado,   natural  do  Rio de Janeiro.  Graduado em 1972 pela UFRJ, trabalhou desde 1974 como pesquisador pelo INT/FTI-RJ,  especializando-se  em 1976  em  microbiologia e imunologia.  Desde 1983   é professor e  pesquisador  na Faculdade de Engenharia Química de Lorena-SP, hoje, Escola de Engenharia de Lorena,  USP, e em seu Colégio Técnico.  A  partir de 1987,  iniciou suas pesquisas alternativas e independentes sobre as infecções das vias respiratórias humanas.

 

 

Lorena, fevereiro de 2006.

 

 

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